Os óleos essenciais sagrados da Bíblia

Para quem ama óleos essenciais e aromaterapia, pensar em Natal é lembrar das passagens bíblicas que mencionam o uso dos óleos em diversas ocasiões.

Sabemos que eram muito valorizados em toda região banhada pelo Mediterrâneo, chegando a valer o mesmo que ouro ou pedras preciosas. Eram comercializados através de várias rotas mercantis, produzindo um intercâmbio aromático entre o Ocidente e Oriente. Mas sobretudo, seu valor residia no grande potencial terapêutico e de elevação espiritual, razão principal por serem citados tantas vezes, tanto no Velho como no Novo Testamento.
Existem duas passagens que considero as mais importantes. Uma delas está diretamente relacionada ao período de Natal, que é a visita dos Reis Magos ao menino Jesus, quando o presentearam com ouro, olíbano e mirra.
Outra passagem relevante é quando Maria Madelena unta os pés do Cristo com óleo essencial de jatamansi, também conhecido como nardo, antes da crucificação.
Existem dezenas de menções do uso de óleos essenciais, vegetais e preparados à base de plantas aromáticas nas escrituras sagradas.
Nessas menções, fala-se sobre o uso dos óleos essenciais para harmonizar e curar os apectos emocionais, físicos e espirituais do ser. Descreve-se o uso como incenso para purificar o ambiente e em unções para a purificação do corpo e da alma.
Nesse artigo, ao invés de mencionar as passagens bíblicas que falam dos óleos essenciais, preferí falar um pouco sobre o olíbano, a mirra e o jatamansi, os óleos mais valorizados por suas propriedades espirituais à época de Jesus.

Jatamansi ou Nardo:  Nardostachsys jatamansi

Nativo de várias regiões nos Himalayas (Tibet, norte da Índia e Nepal). Cresce em altitudes entre 3000 e 5000m.
Combate stress, enxaqueca nervosa, insônia e arritmia cardíaca de origem nervosa, devido a seu potencial de equilibrar o sistema neurológico. Coadjuvante na regulação da pressão sanguínea e combate à pressão alta. Aroma equilibrador do sistema nervoso, conhecido por dar suporte na liberação de traumas profundos incrustrados no subconsciente.
Muito utilizado no processo de reconciliação dos episódios traumáticos da vida. Traz um sopro de doçura e relaxamento com a oportunidade de fazermos as pazes com aqueles que nos magoaram ou com aqueles pelos quais nos sentimos magoados.
É um aroma com potencial de perdão através do amor, como também um aroma que ajuda o rompimento do elo que nos liga a emoções que temos medo de liberar.
Seu propósito é liberar o passado das amarras criadas por nós mesmos, essas que implacavelmente nos restringem a ações repetidas que afetam nossa liberdade espiritual.
Massagem para acalmar o nervosismo: adicionar 45 gotas de OE de jatamansi em 120ml de OV de gergelim. Massagear o couro cabeludo.
Contraindicações: devido a ação hormonal deste OE não recomenda-se seu uso durante a gestação e amamentação.

Mirra: Commiphora myrrha

Originário da África, Índia e Península Arábica. “Mrr”, vem do árabe amargo.
Antioxidante, regenerador cutâneo, hidrata e previne o envelhecimento precoce da pele, rejuvenesce peles maduras. Foi o OE mais usado pelas rainhas egípcias na manutenção da beleza do corpo e nos cuidados da pele.
Equilibra as emoções e estruturar a psiquê. Prepara o ser para a fase madura da alma, fortalece a aceitação da ação do tempo. Auxilia a encontrar o valor da beleza da vida quando os objetivos e metas materiais já foram alcançados, cria uma atmosfera ambiental propícia a reflexão para a mudança do foco das realizações materiais para a busca espiritual.
Estímulo para a busca da jornada espiritual: pingar 2 gotas de OE de mirra no colar aromático individual.
Contraindicações: nenhuma.

Olíbano: Boswellia carterii

Originário da região do Mar Vermelho, norte da África e Península Arábica. olíbano é derivado do árabe al-lubán – “o leite”, em referência à seiva leitosa que sai da pequena árvore de olíbano. O nome em francês, encens, deriva do latim insencum, que significa “aquele que queima”. Em inglês,  frankinsence, faz referência aos francos (tribos germânicas, que ocuparam o território hoje denominado França) que introduziram a resina como forma de incenso na Europa. Na Somália, seu maior produtor, é conhecida como “moho”, que significa “árvore de Deus” – aquela que aporta proteção.
Era empregado pelos egípcios na fabricação de máscaras cosméticas de rejuvenescimento. Cicatrizante, antioxidante, citofilático, quando adicionado ao creme facial pode reduzir os sinais do tempo e de expressões, proporcionando vitalidade a pele madura. Pela sua propriedade adstringente pode ser útil para controlar a oleosidade da pele, combatendo acnes.
O óleo essencial do princípio dos tempos, aporta paz e serenidade para a conexão com a energia divina. Seu aroma místico dos desertos estimula a glândula pineal e o 7º chakra.
Cria um ambiente propício à reverência ao sagrado, facilitando a meditação e favorecendo a percepção espiritual.
Purifica o ambiente e estimula o relaxamento da mente, permite a conexão entre o humano e o divino. Promove o espaço energético protegido necessário para o desenvolvimento da devoção. Desperta o interesse pela meditação.
Ritual de mudança: adicione 60 gotas de OE de olíbano em uma solução de 60ml de água deionizada e 60ml de álcool de cereais e borrife por todos os cômodos da casa para limpar as energias antigas.
Contraindicações: nenhuma.
Referências:
1. Stewart D. The Healing OIls of The Bible. Califórina, USA: Care Publications, 2006.
Nosso desejo é que esta informação possa ser útil e desperte em você as memórias que estão na raíz da nossa cultura católica.
Um feliz e perfumado Natal!
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