Óleo essencial de Olíbano – Sagrado para o espírito e importante para o tratamento de câncer

O óleo essencial de Olíbano, obtido à partir da resina da Boswellia, é conhecido por diferentes nomes. No Brasil é chamado de “olíbano”, palavra derivada do árabe al-lubán – “o leite”, em menção à seiva leitosa que sai da pequena árvore da Boswellia. Em francês, chama-se “encens”, que deriva do latim insensum, que significa “aquele que queima”. A palavra inglesa para olíbano é frankinsence, uma derivação do francês arcaico franc encens, onde encens é incenso e franc significa “luxo”. Na Somália, grande produtor da resina, é conhecido como “moho”, que significa “árvore de Deus” – aquela que aporta proteção.
Essa árvore sagrada é nativa da região próxima ao Mar Vermelho, Norte da África e Península Arábica. Atualmente é encontrado em seu estado natural sob clima subdesértico e tornou-se uma espécie rara de ser encontrada. Apenas as árvores machos produzem a resina após 10 anos de idade. Ao alcançar a maioridade extrativa, inicia-se a retirada da resina de dois em dois anos. Após 3 anos de extração, a árvore deverá ser deixada por um longo período em repouso para recuperar-se. A extração é realizada através de incisões profundas no tronco da árvore, de onde escorre uma seiva leitosa, a qual, com o tempo e o contato com o oxigênio, escurece e solidifica. Diferenças no solo e no clima criam uma diversidade de resinas dentro de uma mesma espécie. Quanto mais clara a resina mais terapêutico e valioso torna-se o óleo essencial de Olíbano. Quanto mais escura a resina menos terapêutico e mais barato o OE.
Pertence a família Burseraceae. Família botânica representada por 17 gêneros e 600 espécies. Um dos gêneros da família
Burseraceae é a Boswellia, que possui aproximadamente 25 espécies. A maioria das espécies do gênero Boswellia encontra atualmente na península arábica, nordeste da África e Índia.
As espécies mais importantes do gênero Boswelli são: Boswellia serrata, encontrada nas regiões montanhosas da Índia; a Boswellia sacra, que cresce no sul da península Arábica, em Oman; já na  Somália encontramos a Boswellia carterii e a Boswellia frereana; na China também é encontrada a Boswellia carterii.
A resina de Olíbano foi uma das substâncias mais apreciadas no mundo antigo, sendo um aromático tão valioso quanto as gemas e metais preciosos. Era vendido a preço de ouro. Seu valor era tal, que teve considerável influência na economia de alguns países, chegando a ser causa frequente de disputas políticas. Tem sido usada desde tempos imemoriais para fins religiosos, culturais e cerimonias medicinais e seu valor social e econômico é indiscutível.
Por muitos séculos  tem sido usado para apoiar o sistema imunológico e combater infecções, tratar doenças da pele mas principalmente como agente anti-inflamatório e anestésico. Essas propriedades são atribuídas à presença de monoterpenos e sesquiterpenos e seus derivados terpenóides em sua constituição química. Os principais constituintes são α- e β-pinene, limonene, myrcene, linalol, entre outros
Na literatura pesquisada, os usos mais frequentes do óleo essencial de Olíbano são para: reduzir inflamação, estimular as células imunológicas, combater infecções, reduzir manchas de cicatrizes, eczema e acne, para asma, artrite e também menciona-se seu poderoso efeito ansiolítico e indutor do estado de consciência meditativo. A medicina tanto Chinesa como Ayurvédica têm usado esse óleo essencial devido a sua atividade anti-inflamatória no tratamento de artrite reumatóide e doença de Crohn.
Segundo a pesquisa publicada pelo periódico Biology of Mood & Anxiety Disorders, a atividade anti-inflamatória e anestésica foi atribuída a capacidade que os ácidos boswélicos, componentes químicos da resina, possuem de regular a produção de citocinas imunes e de infiltrarem leucócitos nas áreas inflamadas.
O artigo Chemistry and Biology of Essential Oils of Genus Boswellia, do departamento de biologia da Universidade de Nizwa, Oman, foi revisado e publicado em 2013 por Hidayat Hussain et al.. O trabalho conclui que o óleo essencial de Olíbano (Boswellia carterii) possui a capacidade de suprimir a viabilidade reprodutiva de células cancerígenas da bexiga  e de melanoma maligno, levando-as a entrarem em apoptose, ou seja, morte celular. Segundo a pesquisa o óleo essencial de Olíbano conseguiu distinguir células cancerígenas da bexiga de células normais e suprimiu a viabilidade celular do câncer.
Essa última pesquisa é muito promissora no desenvolvimento de novas possibilidades de tratamento ao câncer. Claro que ainda há um longo percurso de estudos futuros, ensaios clínicos, testes e análises para dosagens, etc.., mas já existe uma luz que ilumina um caminho de pesquisa e reconhece o potencial dessa substância.
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