Erva Baleeira orgânico 5ml

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Óleo essencial anti-inflamatório

Nome cientifico: Cordia verbenacea
Origem do OE: Brasil
Obtenção: destilação a vapor das folhas
Coleção: Terra Flor Orgânico 5ml
Certificação: IBD Orgânico e SISORG-MAPA
Selos IBD Orgânico e SISORG Orgânico do Brasil
Trazer os componentes naturais e medicinais das plantas para os rituais de cuidados com nosso corpo no dia a dia fazem toda a diferença.
As moléculas do OE de erva baleeira são comprovadamente úteis nos quadros inflamatórios dolorosos associados a entorses, contusões, LER, dores musculares e articulares.
Este é um OE com potencial de trazer mais qualidade de vida para quem sofre com a dor.
Use este OE topicamente diluído em veículo carreador como relaxante muscular e sinta a força da natureza no combate à dor, naturalmente.

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Erva Baleeira – Cordia verbenacea DC.

Selos IBD Orgânico e SISORG Orgânico do Brasil

Família: Boraginaceae.
Sinônimos populares: baleeira.
Etimologia: na literatura pesquisada foi encontrada a menção do significado do gênero Cordia a uma homenagem ao médico e botânico alemão Euricius Cordus.
O gênero Cordia distribui-se pelas regiões tropical e subtropical do mundo, ocorrendo na Austrália, Nova Caledônia, América Central, Guiana e no Brasil (1).
A espécie Cordia verbenacea é uma espécie nativa brasileira, encontrando-se ao longo do litoral, de norte a sul do Brasil. Ao longo da faixa litorânea essa planta é encontrada entre 500 a 1000m da orla do Atlântico, principalmente nas áreas abertas onde é considerada planta daninha.
Seus frutos, quando maduros, apresentam coloração vermelha. A propagação desta espécie ocorre através de suas sementes.
Essa espécie foi identificada em 1819 como Cordia curassavica. Algumas classificações consideram que a Cordia verbenacea seja um sinonímia da Cordia curassavica, mas ainda existem controvérsias entre os botânicos entre a classificação sinonímica, porque há diferenças morfológicas entre elas. Alguns autores consideram que os dois nomes são apenas sinonímias, ou seja, sinônimos botânicos. Outros consideram que sejam variedades diferentes do gênero Cordia (2).
O gênero Cordia é mencionado por Pio Corrêa, 1952, em seu Dicionário das Plantas Úteis do Brasil (3), por ser uma planta sintetizadora de substâncias empregadas em medicamentos e apresentar usos medicinais. Existem várias publicações científicas na área dos ensaios farmacológicos e toxicológicos para Cordia verbenacea DC, (4).
Através dos estudos farmacológicos da erva baleeira foi desenvolvido o anti-inflamatório de uso tópico Acheflan®, pelo Laboratório Aché, que causou um impacto importante no cenário da indústria farmacêutica brasileira (5).
Origem da Planta: Mata Atlântica – Brasil.
Parte da planta utilizada: folhas.
Forma de extração: destilação a vapor das folhas.
Característica da planta: é um arbusto muito ramificado, ereto e aromático, que alcança 1,5 e 2,5m de altura. Apresenta folhas simples e aromáticas, tem flores pequenas e brancas dispostas em inflorescências de 10 a 15cm de comprimento, no período da primavera e verão. Tem frutos vermelhos quando maduros, que servem de fonte de alimento para várias espécies de pássaros. O aroma de suas folhas lembra muito um tempero usado na culinária brasileira chamado de “Caldo Knorr”.
O OE é composto principalmente por moléculas mono e sesquiterpênicas, como o α-pineno, trans-cariofileno, alo-aromadendreno e α-humuleno.

Aromacologia

Óleo essencial anti-inflamatório

A erva baleeira é uma importante planta medicinal, com ocorrência em vários biomas brasileiros usada desde os tempos coloniais por suas propriedades anti reumáticas, anti-inflamatórias e analgésicas.
OE’s que possuem moléculas com o potencial de aliviar dores musculares e inflamações trazem em seu campo energético a aptidão de amenizar a dor e o sofrimento humano.
A utilização deste aroma adicionado a veículos carreadores potencializa o bem estar, o relaxamento e a confiança na possibilidade de uma vida melhor.
Reconforta o sistema nervoso abalado pela dor física.
Boa opção para momentos de stress emocional proveniente de processos inflamatórios, dores musculares e articulares.
Formas de uso: BCFLFVHMT

Cosmética

Prepare um óleo hidratante com potencial calmante da dor e da inflamação. Em 60ml de óleo vegetal de gergelim adicione 20 gotas de OE de baleeira e massageie a região dolorida. Formas de uso: MT
Adicione 5 gotas do OE de baleeira a cada colher de argila verde usada, adicione hidrolato de jasmim até atingir uma textura pastosa. Adicione quantas colheres de argila for necessário para cobrir a área afetada. Deixe a argila agir até secar. Retire a argila e passe um óleo hidratante aromatizado também com OE de baleeira. Formas de uso: C

Usos tradicionais

A baleeira também é conhecida popularmente como maria-milagrosa. Tradicionalmente as folhas eram utilizadas em infusões, pomadas e tinturas pelos indígenas do Brasil em aplicações tópicas para combater processos inflamatórios em casos de contusões, assim como para acalmar dores musculares, articulares, reumatismos, artrites e artroses.

Lorenzi e Matos (2002) descrevem seu emprego em doenças osteo articulares como artrite, gota, dores musculares e da coluna (6)

O Formulário Nacional Fitoterápico da Farmacopeia Brasileira (ANVISA, 2011) descreve o uso tópico das folhas de Cordia verbenacea como anti-inflamatório em forma de infuso, como compressa ou em forma de pomada.

Estudos indicam que a ação anti-inflamatória e analgésica do óleo essencial são ocasionadas especialmente pelas moléculas de trans-cariofileno e α-humuleno (7).

Visto que a atividade antiinflamatória da C. verbenacea foi associada principalmente ao α-humuleno, e estudos demonstraram que sua ação é rápida, alcançando a concentração máxima no plasma após 15 min por via oral (150 mg/kg) e após 30min quando administrado como óleo essencial total da planta (1g/kg oral), o uso tópico em forma de cremes e sprays para acalmar dores e inflamações musculares e articulares pode ser muito significativo para os tratamentos naturais complementares.

Nos estudos de fase I (Calixto e Vergnanini 2000- 2001) foram comprovadas que as concentrações de 0,5% até 2,5% do óleo essencial de folhas de Cordia verbenacea por aplicação tópica são seguras e não apresentaram qualquer reação alérgica ou irritativa nos voluntários sadios que participaram do estudo (8).

Vishwa Schoppan
Bióloga, Ecóloga, Aromaterapeuta.

Referências:

1. Rapisarda, A.; Iauk, L.; Ragusa, S. 1997. Micromorphological Study on Leaves of Some Cordia (Boraginaceae) species used in tradicional medicine. Economic Botany, v. 51(4), p. 385-391.

2. Carvalho Jr., P.M.; Rodrigues, R.F.O.; Sawaya, A.C.H.F.; Marques, M.O.M & Shimizu, M.T. 2004. Chemical composition and antimicrobial activity of the essential oil of Cordia verbenacea DC. Journal of Ethnopharmacology, v. 95, p. 297-301.

3. Pio, C. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil Vol III. Rio de Janeiro: Ministério da Agricultura, 1952.

4. Basile, A.C.; Sertie, J.A.A.; Oshiro, T.; Caly, K.D.V.; Panizza, S. 1989. Topical anti-inflammatory activity and toxicity of Cordia verbenacea. Fitoterapia, v. 60, p. 260-263.
Sertié, J.A.A.; Woisky, R.G.; Wiezel, G.; Rodrigues, M. 2005. Pharmacological assay of Cordia verbenacea V: oral and topical anti-inflammatory activity, analgesic effect and fetus toxicity of a crude leaf extract. Phytomedicine, v.12(5), p. 338-344.

5. Queiroz, E.F.; Faro, R.R.A.; Melo, C.A. 2009. A biodiversidade brasileira como fonte de novas drogas: passado, presente e futuro. RDF – Revista de Fitoterapia, v. 9(1), p. 31-35.

6. Lorenzi, H. e Matos, F.J.A. 2002. Plantas Medicinais no Brasil, 2a edição, Plantarum, Odessa SP.

7. Fernandes, E. S.; Passos, G. F. ; Medeiros, R. ; Cunha, F. M. ; Ferreira, J. ; Campos, M.M. ; Pianowski, L. F. ; Calixto, J.B. 2007. Anti-inflammatory effects of compounds α-humulene and (-)-trans-caryophyllene isola- ted from the essential oil of Cordia verbenacea. Eu-ropean Journal of Pharmacology, v. 569, p. 228-236.

8. Calixto J.B.; Vergnanini, A. 2000 – 2001. Estudos pré-clínicos em roedores e cães e clínicos de fase I – Arquivo Central do Laboratório Aché.