Andiroba 60ml

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Óleo Vegetal de Andiroba prensado a frio

Nome científico: Carapa guianensis
Origem: Brasil
Obtenção: prensagem a frio das sementes
Coleção: Terra Flor Vegetal 60ml
Certificação: IBD Ingredientes Naturais
Selo IBD - Ingredientes Naturais, para produtos sem aditivos.
O Óleo de Andiroba Terra Flor renova a pele desidratada e ressecada.
Nutre, aporta brilho e maciez a pele.
Favorece a recuperação da saúde da pele após ter sido danificada por picada de insetos ou microorganismos.
Usado pelas comunidades indígenas como coadjuvante nos cuidados com pequenos machucados, picadas de inseto, vermelhidão, inchaço e inflamação.
Pode ser usado como agente emoliente em cremes e loções, em óleos e cremes para massagem, em shampoos para seborreia, óleos de banho e sabonetes.
Pode ser usado puro ou misturado com outros óleos e aplicado topicamente em hematomas ou usado em massagens para alívio de tensões.
Muito utilizado em formulações de repelentes de insetos.

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Andiroba – Carapa guianensis Aublet.

Família: Meliaceae
Cor: amarelo claro

A andiroba é uma árvore originária da África, América Central (México) e América do Sul. Em estado selvagem, na floresta amazônica, pode chegar a 40 metros de altura. Andiroba vem do Tupi-Guarani “Andi-roba”, que significa “gosto amargo”.
Esta árvore produz frutos grandes, contendo várias nozes ricas em óleo. Uma só árvore produz, em média, duzentos quilos de frutos por ano. Quando ficam maduros, se abrem e liberam as sementes, que são recolhidas flutuando nos rios ou sobre o solo, ao pé das árvores. São, então, fervidas e deixadas repousar por duas semanas, depois prensadas manualmente a fim de extrair o óleo.
Todas as partes da andiroba tem sido, por séculos, empregadas de diferentes maneiras pelos indígenas da Amazônia: a etnia Munduruku utilizava, entre outros, para mumificação de cabeças humanas capturadas como troféus de guerra, outras etnias utilizavam as folhas em infusão ou maceração para tratar males intestinais, favorecendo a digestão e para outras patologias (1).
Em uso tópico, o óleo de andiroba é útil no cuidado da pele e estímulo à circulação (1).
O óleo de Andiroba tem sido usado pelas comunidades indígenas da Amazônia como agente cicatrizante, emoliente, antisséptico, anti-inflamatório, hidratante, suavizante da pele e para aliviar a dores musculares. Sua propriedade anti-inflamatória é devida, provavelmente, à presença de limonóides (fração não saponificável) que são solúveis na fração insaturada do óleo (1).
É um óleo muito utilizado em massagens e compressas para alívio de dores e tensões dos músculos e articulações, promovendo alívio, relaxamento e bem-estar.
Contêm entre 60 a 70% de ácidos graxos, principalmente os insaturados:
ácido oleico – ômega-9 (40-50%)
ácido linoleico – ômega-6 (7-5%)
Ácido palmítico (13-6%)
Ácido esteárico (2).

Cosmética

O Óleo de Andiroba Terra Flor pode ser usado como agente emoliente em cremes e loções cremosas, óleos e cremes para massagem, produtos anti-inflamatórios, shampoos para os cuidados com a seborreia, óleos de banho e sabonetes.
Amacia a pele, regenera o tecido e apresenta ótimo efeito sobre os tecidos inflamados.
É usado nos cuidados da pele picada por insetos e danificada, vermelha, ferida ou edemaciada.
O óleo de Andiroba pode ser usado puro ou em sinergia com outros óleos e aplicado topicamente em pequenos machucados e hematomas. Muito utilizado em formulações como repelente a insetos.
Em massagens e drenagem linfática, pode ser um coadjuvante da circulação sanguínea e da redução de celulite (1).

Modo de usar

Use-o em massagem facial e corporal, puro ou como veículo carreador de óleos essenciais.
Para amaciar a pele, aplicar no corpo ainda molhado, após o banho. Não é necessário enxaguar.
Para umectar os cabelos, aplique 2 horas antes de lavá-los, massageie e cubra com um lenço ou touca térmica.

Vishwa Schoppan
Bióloga, Ecóloga, Aromaterapeuta.

Referências:
1. Gerven E. Les produits cosmétiques au naturel. Boulogne: Anagramme éditions, 2006. 84-85p.
2. Morais, L. R. B. Química de oleaginosas: valorização da biodiversidade amazônica. GTZ, 2009.

Óleo Vegetal (OV)

São substâncias lipídicas, obtidas por pressão a frio das partes gordurosas de algumas frutas e leguminosas (1). Em sua constituição química encontramos vitaminas, lecitinas, minerais e ácidos graxos essenciais.

Os ácidos graxos essenciais: consistem em um tipo de lipídio formado por cadeias longas de carbonos (C) com um grupamento carboxila (–COOH) em uma de suas extremidades. Utilizados como combustível celular, constituem uma das principais fontes de energia para a célula juntamente com a glicose e as proteínas (2). Podem se apresentar na forma saturada ou insaturada, dependendo da ligação entre os átomos de C e O de suas moléculas.

Ácidos graxos saturados: possuem ligações simples entre os átomos de C e O. São majoritariamente de origem animal e tendem a ser sólidos à temperatura ambiente. Devem ser consumidos em pequenas quantidades, pois estão relacionados às doenças cardiovasculares.

Ácidos graxos insaturados: possuem ligações duplas entre os átomos de C e O. Costumam ser de origem vegetal e normalmente apresentam-se líquidos à temperatura ambiente. São importantes na manutenção da integridade das membranas celulares e na produção de hormônios. Utilizados na cosmética por fornecerem à epiderme os elementos necessários a sua estruturação, hidratação, maciez e vitalidade. Protegem a célula epitelial contra a degeneração e oxidação prematura (2,3).

Principais ácidos graxos insaturados:
Ácido linolênico (ômega-3)
Ácido linoleico (ômega-6)
Ácido oleico (ômega-9)

Pela alta concentração de ácidos graxos presentes na constituição dos óleos vegetais, estes apresentam ação antioxidante e reconstituinte da camada córnea da pele. Ajudam a manter a elasticidade e combater o envelhecimento precoce. Dão brilho à pele e aos cabelos, deixando-os flexíveis, macios e tonificados.
Os óleos vegetais ou óleos carreadores, como são também chamados, são utilizados como veículos para diluição dos óleos essenciais (OE), uma vez que muitos OE são dermoagressivos se usados puros sobre a pele. Os OV permitem que os OE sejam usados com segurança, possibilitando sua absorção.

O processo de extração é fundamental para garantir suas propriedades e características. Muitos óleos comercializados no varejo são prensados em altas temperaturas ou com uso de solventes de grau não alimentício, o que faz com que as moléculas se desagreguem, saturando-se e perdendo seu efeito terapêutico. O método de extração adequado garante a estabilidade molecular e as propriedades de um OV. A obtenção por pressão a frio é considerada o melhor método para manter a integridade molecular do OV e com isso garantir seu efeito terapêutico.

A Terra Flor preza pela alta qualidade de seus produtos, por isso só comercializamos OV extraídos por pressão a frio. Embora nossos OV sejam direcionados para uso em massagem e aromaterapia, muitos possuem padrão alimentício, tais como amêndoas doce, castanha do Brasil, chia, linhaça dourada, semente de abóbora, semente de uva e girassol.

Vishwa Schoppan
Bióloga, Ecóloga, Aromaterapeuta.

Referências:
1. Corazza S. Aromacologia, uma ciência de muitos cheiros. São Paulo: Editora SENAC São Paulo, 2002.
2. Faucon M. Traité D’Aromathérapie Scientifique et Médicale Les Huiles Essentielles. (3 ed.). Paris: Éditions Sang de la Terre, 2017.
3. Krcmar M. Les huiles végétales pour votre santé. Labège: Éditions Dangles, 2007.